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Guia de Boas Práticas de Manipulação (BPM) para Perfumes e Cosméticos
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Boas Práticas de Manipulação (BPM) para Perfumes e Cosméticos A implementação rigorosa das Boas Práticas de Fabricação (BPF) é fundamental para assegurar a qualidade, segurança e eficácia dos Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes (HPPC). No Brasil, a principal referência regulatória é a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 48/2013 da ANVISA [1], que estabelece os requisitos mínimos de BPF, alinhando-se a padrões internacionais como a ISO 22716. O sistema de BPF é sustentado por pilares que abrangem toda a cadeia produtiva: 1. Pessoal e Higiene O fator humano é o ponto mais crítico no controle de contaminação. É mandatório que todo o pessoal seja treinado em BPF e higiene pessoal, submetido a exames de saúde periódicos e utilize paramentação limpa e adequada (toucas, máscaras, aventais) nas áreas de produção. É estritamente proibido fumar, comer, beber ou portar medicamentos pessoais nas áreas de manipulação para evitar qualquer risco de contaminação cruzada [1]. 2. Instalações e Infraestrutura O layout das instalações deve ser projetado para garantir um fluxo lógico de materiais e pessoal, minimizando o risco de erros e contaminação. As superfícies (pisos, paredes e tetos) devem ser lisas, impermeáveis e de fácil limpeza. O sistema de água utilizado na formulação deve ter sua qualidade físico-química e microbiológica controlada e ser validado, sendo um ponto crucial para a estabilidade do produto final. 3. Documentação e Rastreabilidade A documentação é a prova do cumprimento das BPF. É exigida a existência de uma Fórmula Padrão/Mestra detalhada para cada produto. Para cada lote produzido, devem ser mantidos Registros de Lote que comprovem o cumprimento de todas as etapas e permitam a rastreabilidade completa. Estes registros, juntamente com os Procedimentos Operacionais Padrão (POP), devem ser retidos por, no mínimo, um ano após o vencimento do lote [1]. 4. Controle de Qualidade e Cosmetovigilância O Controle de Qualidade envolve a amostragem e testes de matérias-primas e produtos acabados para garantir que atendam às especificações. Além disso, as empresas devem manter um sistema de Cosmetovigilância para registrar, investigar e tomar medidas corretivas em relação a reclamações e desvios de qualidade, incluindo o recolhimento imediato de produtos que apresentem risco ao consumidor [3]. 5. Práticas Específicas para Perfumes A manipulação de perfumes exige atenção especial à maceração, o período de descanso da mistura de essência e álcool de cereais. O álcool deve ser de alta pureza (álcool de cereais) para não interferir no aroma. Durante a maceração, o produto deve ser armazenado em recipiente hermeticamente vedado, em local escuro e fresco, para evitar a oxidação e a evaperação da fragrância. Após a maturação, a filtragem é obrigatória para remover impurezas antes do envase final. A adesão a estas práticas é essencial para a conformidade legal e para a garantia da estabilidade, segurança e excelência dos produtos HPPC no mercado. Referências [1]: # "Resolução RDC Nº 48/2013 (ANVISA)." [3]: # "Resolução RDC Nº 894/2024 (ANVISA)."
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